sexta-feira, 2 de abril de 2010

Mundo velho (Alma livre e Eu)

Mundo velho, mundo cão,
de transtornos e solidão,
velho mundo, mudou tanto,
que já está entrando areia...

Na veia não há mais sangue,
não há nada além de pranto,
e muito causa de espanto,
que nada disso nos espante!

Na moral do velho mundo,
o que não presta pisoteia,
o que é ruim, vem aumentando,
o que é bom, ninguém semeia!

Ninguém percebe o que permeia,
o coração de quem habita,
este velho e torto mundo:
o que lá tem é pouco fecundo,
tão triste e imundo...

Deste mundo sem beira ou eira,
vem a sorte derradeira:
Virá tal sorte a cavalo,
troteando as vaidades alheias...

Será então o fim de muita coisa:

Das colheitas sem plantio,
do amor ao que é vazio,
ao niilista por natureza.

Será finda a dor,
a febre e a tristeza,
a fraqueza de caráter!

Ansiamos serem extintas,
a presteza interesseira,
a ausência de bom senso,
a falta de nobreza,
a mediocridade e a avareza,
a inércia e a pasmaceira.

Pois para o velho,
há sempre o novo,
e para o novo,
sempre há tempo...

...quando há vontade,
iniciativa,
um pouco de bondade,
e uma mente criativa...

Virá um mundo novo,
de amor sincero e puro,
do que temos de melhor,
da luz ante o escuro...

E Conhecimento livre...

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