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domingo, 24 de janeiro de 2016

Baú

Pedi à lembrança um sorriso teu,
e ela me fez feliz:
Quis do tempo que parasse neste instante.

Não havia mais o que ver ou sentir:
Teu sorriso basta.

Não há mais mistério que importe,
não há mais Norte a seguir,
nem morte a temer,
pois teu riso, teu riso é a razão de haver,
átomos e ondas, matéria e energia:

Teu riso é cria e razão de ser do Universo.

domingo, 7 de junho de 2015

Verdes Verdades

Se é a Verdade
o encontro dos olhos
com o tempo e o espaço,
E se eu pudesse
escolher uma Verdade,
escolheria a Verdade
do verde dos teus olhos
por ser aquela que agrada aos meus.

Do que vivi do amor.

Se estiveres feliz, estarei feliz:
Não deixei de te amar por um segundo.

E te amei mais quando parti.
Parti de ti, e parti teu coração,
mas de mim parti a alma em duas.
E ainda dói.

Dói quando tens raiva de mim,
e eu o sinto, e eu o sei porque
queimam meu estômago,
e entre meus olhos.

Mas essa dor é menor
que a dor de te fazer triste.

Há quem precise voar: Parti e voasses.
Hoje não tenho teu encanto nem teu beijo,
mas vejo teu sorriso e ele é mais belo
que qualquer canto ou beijo poderia ser:
Mais belo que um balão rosa no céu,
e mais belo que o amarelouro do sol.

Quando vejo o verde mar de Maceió,
lembro dos teus olhos e penso
o quanto não devem brilhar
por veres as cores do mundo.

Isso faz de mim Pleno.



(Escrito em 2013 e terminado em 2014. Já não sinto mais isso, mas ficou bonito e achei que deveria publicar.)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Hoy

Hoje você vai me ouvir
e hoje você vai ouvir minha alma
e hoje eu vou estar aqui
na mais plena e possível
manifestação de mim

Hoje eu serei eu
e mais ninguém

E hoje eu serei o amor
na mais pura forma possível

Hoje eu serei o que sempre quis ser
amor puro e incontido,
prosema desmedido...

Hoje o dia é rosa
e hoje é o Amor quem toma
cada célula do meu corpo,
cada canto da minha alma

Hoje é amor, nada mais
assim, solto, sem pensar
o amor de mim indo ao papel
em cada palavra
em cada dedo
que toca a tecla

Isso sou eu hoje
e tu estás
e só tu estás
em mim

Só tu és o que não sou
e o que não é amor
em mim
e só tu és
o que em mim
gera amor

E só tu habitas
meu coração morno.


Eu te amo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Afago

Meu pensamento suprimiu o espaço
cavalgou o etéreo e te encontrou,
em meio a um sonho meu!

E eram flores que vinham de ti
coloridas e perfumadas e em profusão

E senti o sentir de um afago teu:
Um arrepio do início ao fim d'alma
seguido da paz de um Buda
em cada canto do meu espírito.

domingo, 4 de julho de 2010

Responde então, Dulce Maria

Respondera Dulce Maria,
ao marinheiro que tanto amava..

No teor de sua poesia,
saudade nos dias que contava...

E a solidão que então sentia,
de seus versos emanava...

...

“Em noites de meu pensar,
brilha estrela solitária,
ante o pesaroso luar...

Minh'alma temerária,
suspira ao vislumbrar,
quem te orienta ao navegares...

Avistar a estrela Polar,
só faz aumentar suspiros,
invés de mitigar pesares...

Noticias a mim tua morte,
e como esperas que me sinta?

Esperas que então eu minta,
que diga ser tão forte,
que possa seguir em frente,
que teria ainda um norte,
ou poderia ser contente,
Longe de teu peito?

Partistes contra a vontade,
desta que então te escreve,
logrei a Deus piedade,
de trazer-te são, em breve...

Mas o mar que de mim te leva,
e a Dama que se aproxima,
o desfecho que então se enleva,
é fadar de dor minha sina...

Não verte-ei chegar ao porto,
em lustroso madeiral, morto,
posto não suportaria...

Meu Ulisses, amor meu,
antes que morto a mim te tragam,
por veneno... morro eu!

domingo, 13 de junho de 2010

À Dulce Maria

Ao saber que morreria,

escrevera à razão de suas alegrias,

que atendia por Dulce Maria,

o experiente Marinheiro...



...


"À Querida de meus versos, minha Dulce Maria:




Em cada porto que ancoro,

Em toda boca que beijo,

teus lábios é o que devoro,

pois tudo o que mais ensejo,

é um muito de teu sabor,

e um mundo de teu furor!


Nem um pouco, nem um naco,

serei louco, se for parco,

o quanto disso de ti eu tiver...


Venha isso como vier,

que seja intenso e verdadeiro,

aos borbotões, mas muito mesmo,

tão forte, tão por inteiro,

que leve a vagar a esmo,

o mais vivido dos marinheiros!


Tal qual nau a deriva,

na imensidão do mar perdida,

esse sentir que então não priva,

nem teme qualquer ferida,

tal sentir, que não se esquiva...


Peito aberto, rumo o desconhecido,

Busco o sentir que traz à vida,

aquele sentir mais desmedido,

daquele querer, tão sem medida!


Já não sou eu tão mais forte,

me tire da escuridão inerte,

dê-me portanto um norte,

pois sei a data que vem a Dama...


...Aquela que não aceita flerte..."

domingo, 30 de maio de 2010

Saudades de meu amor

Saudades de meu amor,
meu amor que sequer existe,
faz de mim alguém mais triste,
a cada dia que não vem.

Meu amor que então me tem,
pensando ao longo do dia,
o quanto bom seria,
uma carícia desse meu bem...

Não demores, meu amor,
estejas onde estiveres,
sejas você quem for,
mas traga quando vieres,

O carinho de que preciso,
o cafuné que tanto quero,
e alguma falta de juízo...

Isso é tudo que de ti espero...

sábado, 8 de maio de 2010

This is what you did do to me!

I'm thinking in you,
but by now it's strange,
'cause things are being true,
and I don't wanna change...

This is my way,
here in my place,
I don't wanna play,
I'm just looking for peace...

But by now,
I don't know how,
you did do that:
You are in my mind,
and you turned me black...

I will give to these lines,
a piece of my blue,
that feelings that i get,
always I think in you.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Raio de sol

Como medir
um raio de sol?
É preciso sentir...

Meço um raio de sol,
comparando-o a ti,
posto o que senti,
tão logo a vi:

Tamanha alvura,
quando chegastes,
tão forte fulgura,
meus olhos cegastes!

Ah, e meu peito...
Outrora tão morto,
por agora, tão morno...
Dulcíssimo efeito!

Tudo iluminastes,
meus rumos, mudastes...
Mas meus prumos... perdi.

sábado, 3 de abril de 2010

A Prece

A bênção do fim do dia,
com imensa alegria Lhe peço,
Ao pão de hoje agradeço,
e começo a rezar o terço!

Busco conselho e sabedoria,
pois sinto imensa alegria,
mas tenho certo receio:
Não sei se tal menina partilha,
do que com tanto ímpeto anseio:

Não sei se devo dizer,
falar a ela o que quero,
dizer que dela eu espero,
um beijo ao entardecer,
e um afago puro e sincero.

Um beijo não mata ninguém,
levar um fora também...
Então, o que é que tem?
Bela prece, essa...

...Amém...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sorria

Então sorria.
Simples assim:
Mostres teus dentes,
sejas contente,
sorrias para mim!

Nem um pouco importa,
Se você está em cacos,
Pois em mim são parcos,
os sentimentos por ti.

Estampes um sorriso no rosto,
ocultes todo e qualquer desgosto,
Não importam teus sofrimentos,
não causam a mim tormento,
nem me deixam angustiado.

Como tudo que é passado,
o que sinto por nossa história,
é tão belo enquanto guardado,
N'algum canto da memória.

Amor irrecuperável

Amor não vivido,
é amor irrecuperável...
Já amor destemido,
é doce, nobre, e afável.

Pouco de afável,
tem a paixão:
Inexorável, sim,
como um turbilhão!

Não embaraça o ser,
que dela se compraz;
A paixão é devassa:
traz fervor quando vem,
e abstinência quando passa...

O tempo a desfaz, por certo:
A paixão nunca se demora;
Sua intensidade devora:
O peito, o ideal, e alma...

E o poeta.

Das doçuras do caminho

Ah! Se todos os caminhos levassem a tua boca!
Seria a vida tão mais doce;
queria eu que assim fosse...

Simples a vida seria:
Caminharia os caminhos,
de infinitos ladrilhos,
de longos os trilhos,

Para ter nos olhos o brilho,
resultante da doçura,
de um instante de loucura,
da delícia do teu beijo!

Menina...

Serelepe!
Por que os repeles,
tais apelos?

ocultes o querer,
mates teu Ser,
assim só se padece!

Contra isso que arde,
que bem verdade,
tem nome, é vontade:

Vão é o esforço
que o tempo esmorece...
vã é a prece
que o lábio conhece!

Pimentinha

Que teriam os dias de graça,
sem um pouco de tempero?
manhãs mornas e frias noites,
não houvesse certa pirraça!

Tive já uma pimentinha...
Ao paladar, forte sabor tinha,
seu gosto, levarei ao sempre...

Vou murmurar, ao findo momento,
quando minha vida aos olhos passar,
antes das janelas d'alma cerrar,
leve, qual prece ao vento:

Marcia, desse jeito: Sem acento!