Ver antes de ler: https://www.youtube.com/watch?v=pKdJ3LjizpM&nohtml5=False
E Deus é deus
E deus é o cão
e o peixe
e o cão que tentou salvar,
ou enterrar,
o peixe.
E quem riu do cão que tentou
salvar ou enterrar o peixe
E o riso, e o som do riso
que pelo ar chegou ao tímpano
de quem ouviu o riso
que é Deus tanto quanto o tímpano...
E Deus é todo o ar
que o peixe não pode respirar
por não haver água nele...
E a água do chão, insuficiente
também foi Deus e o é agora
na nuvem ou no rio ou no esgoto.
E ele é o filme sobre o peixe morto
que o mistério da vida que não se questiona
tentou reviver
enquanto o mistério da vida que se questiona
filma e ri.
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sábado, 13 de setembro de 2014
Ente
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Fênix
À esquerda a noite emprestou,
ao mar, antes azul, um cinza chumbo.
E à direita, o entardecer trouxe ao
céu,
todos os laranjas do mundo!
E eis a paisagem que fez de mim,
De novo aquele quem versa...
E juro que pensei em ti,
quando surgiu a primeira estrela...
Aracaju,
10/2013.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Rosamarelouro
O dia amanheceu cinza
e ela viu pela janela
o leve estalar dos galhos
das árvores do pomar
E quis o dia mais bonito
fugir do cinza
e ser mais leve que o ar
e no sonho se fez balão.
E o vento consentiu
e partiu a menina-balão
a colorir o céu
com seu rosamarelouro...
E sobre o azul-imensidão
ao sabor do vento-brisa,
jogou bola com os deuses
e sorriu, enfim livre...
e ela viu pela janela
o leve estalar dos galhos
das árvores do pomar
E quis o dia mais bonito
fugir do cinza
e ser mais leve que o ar
e no sonho se fez balão.
E o vento consentiu
e partiu a menina-balão
a colorir o céu
com seu rosamarelouro...
E sobre o azul-imensidão
ao sabor do vento-brisa,
jogou bola com os deuses
e sorriu, enfim livre...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Für Elise
a despeito da multidão
alarido de rua e de tudo
turbilhão de gente e povo
te encontraria sem ver-te.
Lá estarei
feito vulto
olhando inerte
em vigília de teus passos
um voyeur de teus jeitos
em cada passeio por onde transitas
em viela qualquer do bairro que habitas
guardarei eu um de teus lados
e dele farei minha morada:
Da tua esquerda a alma penada,
serei eu até o fim de teus dias...
alarido de rua e de tudo
turbilhão de gente e povo
te encontraria sem ver-te.
Lá estarei
feito vulto
olhando inerte
em vigília de teus passos
um voyeur de teus jeitos
em cada passeio por onde transitas
em viela qualquer do bairro que habitas
guardarei eu um de teus lados
e dele farei minha morada:
Da tua esquerda a alma penada,
serei eu até o fim de teus dias...
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Parnaso
Parnaso!
Formosidade!
Teu rosto...
bem verdade?!
Apraz o gosto!
Tua forma?
Parnasiana!
Beldade!
Curto nome:
Três letrinhas:
Linda Ana.
Formosidade!
Teu rosto...
bem verdade?!
Apraz o gosto!
Tua forma?
Parnasiana!
Beldade!
Curto nome:
Três letrinhas:
Linda Ana.
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