pOvo eh acrônimo
di pão
cum Ovo:
pOvo.
Mostrando postagens com marcador Cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cotidiano. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 18 de abril de 2016
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Rumanando
É preciso dar nome aos bois:
Marias, Pedros, Joões,
ruminando pelos currais
de suas subjetividades,
em filas de metrô,
nos bretes sujos dos centros,
pisando as dignidades
perdidas pelas parelhas
que por ali passaram,
rumando o abate diário
de quem poderiam ter sido.
Marias, Pedros, Joões,
ruminando pelos currais
de suas subjetividades,
em filas de metrô,
nos bretes sujos dos centros,
pisando as dignidades
perdidas pelas parelhas
que por ali passaram,
rumando o abate diário
de quem poderiam ter sido.
domingo, 7 de junho de 2015
Deles
Boêmio abstêmio
Ateu crente
Demente lúcido
Translúcido opaco
Velhaco sério
Mistério aparente
Parente bem-vindo
Dormindo acordado
Fadado escolhido
Afável maldoso
Refrigerante saudável
Besteira importante
Sintonia paralela
Balela verdadeira
Simplicidade complexa
Convexa côncava
Ódio amoroso
Perdão rancoroso
Descanso cansativo
Ativo passivo
Remissivo expandido
Lascivo puritano
Humilde soberbo
Temido adorado
Amado escolhido
Pacífico armado
Específico abrangente
Indigente rico
Onírico real
Lerdo lesto
Oculto manifesto
Político honesto.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Meu teclador
Meu teclado
Estáava estraado
E o poema
Saiu do brado
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Massenteió
Estive em Maceió, só.
Em meio,
ao passeio
vi gente que ia
e vinha...
Destinos traçados
rotas prontas, tontas
E vãos, vão:
Feito formigas
...tribalhando...
Cada qual correndo
tanto mais
pelas coisas que lhes convém,
ceneuras que inventam
e perseguem
para azer do que comer,
para ter com o que correr...
E eu ali,
obO-ser-pensando(ente)
de-mente
em cenouras e sonhos,
...e neuras....
E em Maceió,
Só.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Seu
Seu
Nem o ar que infla seus pulmões
Nem a água que compõem
os tecidos e órgãos
Nem o cálcio que forma
ossos
Tudo foi emprestado,
roubado da mãe Terra
Nem você é seu
Porque nada é
real e definitivamente
"seu".
Marcadores:
Contemporâneo,
Cotidiano,
Entendimento,
Vida
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Eu palavra
Posso chamar de minhas
palavras que me deixam
para ganhar o mundo?
Valor algum às palavras:
apenas ao que sinto
quando as deixo ir.
...
Vai palavra
e leva de mim o pouco
o pouco que cabe em ti:
E deixa de mim o eu
o eu que de mim não larga
o eu que define o ego
esse eu que de mim é chaga!
Deixa de mim o eu
o eu que de mim é chaga
pois no eu que define o eu
vive o eu que mais agrada:
Palavra fadada a morrer muda.
palavras que me deixam
para ganhar o mundo?
Valor algum às palavras:
apenas ao que sinto
quando as deixo ir.
...
Vai palavra
e leva de mim o pouco
o pouco que cabe em ti:
E deixa de mim o eu
o eu que de mim não larga
o eu que define o ego
esse eu que de mim é chaga!
Deixa de mim o eu
o eu que de mim é chaga
pois no eu que define o eu
vive o eu que mais agrada:
Palavra fadada a morrer muda.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Habite-se
O mundo que habito,
por vezes, sem cor,
noutras, bonito,
Tem peso de ar,
e cheiro de vento...
E feito do que invento,
nada tem de constrito,
é ilimitado, infinito,
feito do que imagino...
O mundo que frequento,
é mundo do aprendiz,
feliz poeta, Desatino!
Tão sem fronteiras,
eiras ou beiras,
um mundo irrestrito!
Sem mentira ou verdade,
e nada de tiranias,
e sim gosto de liberdade!
Feito de fantasia,
sem traumas ou apatias,
n'alma está recluso,
esse mundo tão confuso...
Minha droga mais querida,
minha fuga preferida,
disso tudo, anestesia,
é decerto esse meu mundo,
conhecido por Poesia...
por vezes, sem cor,
noutras, bonito,
Tem peso de ar,
e cheiro de vento...
E feito do que invento,
nada tem de constrito,
é ilimitado, infinito,
feito do que imagino...
O mundo que frequento,
é mundo do aprendiz,
feliz poeta, Desatino!
Tão sem fronteiras,
eiras ou beiras,
um mundo irrestrito!
Sem mentira ou verdade,
e nada de tiranias,
e sim gosto de liberdade!
Feito de fantasia,
sem traumas ou apatias,
n'alma está recluso,
esse mundo tão confuso...
Minha droga mais querida,
minha fuga preferida,
disso tudo, anestesia,
é decerto esse meu mundo,
conhecido por Poesia...
Marcadores:
Coisas,
Contemporâneo,
Cotidiano,
Vida
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Solto
Finalmente,
nossos...
Sou meu,
tu és tua,
fostes minha,
e eu, fui teu...
Num quarto,
de pousada,
testemunhou,
o mar...
Vigiava-nos!
ao longe,
o que marulho,
ensurdeceu,
e ondas,
acobertaram...
Marulho,
salgado,
adentrando,
a janela...
a brisa,
gélida,
e fria,
como noite,
qualquer,
de inverno,
da sacada...
e ali,
inerte,
presa,
por mim...
meus braços,
correntes,
ancoram,
meu ser,
em ti...
porto,
inseguro,
porto,
futuro
algum,
reserva
o amanhã...
só partir...
e presente,
na lembrança,
sempre,
na imensidão,
do marulho,
que ecoa,
em mim...
você...
nossos...
Sou meu,
tu és tua,
fostes minha,
e eu, fui teu...
Num quarto,
de pousada,
testemunhou,
o mar...
Vigiava-nos!
ao longe,
o que marulho,
ensurdeceu,
e ondas,
acobertaram...
Marulho,
salgado,
adentrando,
a janela...
a brisa,
gélida,
e fria,
como noite,
qualquer,
de inverno,
da sacada...
e ali,
inerte,
presa,
por mim...
meus braços,
correntes,
ancoram,
meu ser,
em ti...
porto,
inseguro,
porto,
futuro
algum,
reserva
o amanhã...
só partir...
e presente,
na lembrança,
sempre,
na imensidão,
do marulho,
que ecoa,
em mim...
você...
sábado, 9 de outubro de 2010
Nulidade
Nulo não é branco,
é algo bem mais franco:
Nulo é discordar de tudo,
do que está posto,
e do que é o mundo...
De não concordar, motivo,
resulta de grande crivo,
nada tem de analfabetismo,
e é portanto, nada nocivo:
Motivo não é apatia ou sinismo,
Quiçá, o é exato oposto:
Muitas horas de estudo,
e bons punhados de desgosto...
é algo bem mais franco:
Nulo é discordar de tudo,
do que está posto,
e do que é o mundo...
De não concordar, motivo,
resulta de grande crivo,
nada tem de analfabetismo,
e é portanto, nada nocivo:
Motivo não é apatia ou sinismo,
Quiçá, o é exato oposto:
Muitas horas de estudo,
e bons punhados de desgosto...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A vida de um poeta
Dúvidas sempre cercam,
o pensar de escritor pesaroso:
É sabido que afetos afetam,
seu cunhar mais meritoso...
O poeta não é instrumento,
nem sua pena à qualquer outro serve:
É fruto de seu próprio tormento,
ou de algo que o enerve...
Um poeta nunca é breve,
(o que é breve não é fecundo)
e um poeta só sente-se leve,
ao tratar de algo profundo...
Enquanto usa de enxada,
as suas maiores astúcias,
revolve como toada,
o arado de suas angústias...
E tira mais que proveito,
ao buscar seu entendimento:
Por vezes algum deleito,
nesse ou naquele tormento...
Tal labuta laboriosa,
o tempo de toda essa lida,
dessa lida astuta e formosa,
é o tempo de uma vida:
Uma vida em verso e prosa.
o pensar de escritor pesaroso:
É sabido que afetos afetam,
seu cunhar mais meritoso...
O poeta não é instrumento,
nem sua pena à qualquer outro serve:
É fruto de seu próprio tormento,
ou de algo que o enerve...
Um poeta nunca é breve,
(o que é breve não é fecundo)
e um poeta só sente-se leve,
ao tratar de algo profundo...
Enquanto usa de enxada,
as suas maiores astúcias,
revolve como toada,
o arado de suas angústias...
E tira mais que proveito,
ao buscar seu entendimento:
Por vezes algum deleito,
nesse ou naquele tormento...
Tal labuta laboriosa,
o tempo de toda essa lida,
dessa lida astuta e formosa,
é o tempo de uma vida:
Uma vida em verso e prosa.
sábado, 25 de setembro de 2010
Meus poemas
Sim, todos são meus,
todos meus são...
Meus poemas,
minhas rimas,
minhas tremas,
abolidas...
Também o são:
Histórias,
sentidos,
memórias,
grunhidos...
E medos,
vividos,
em segredos,
escondidos...
Sim,
pertencem a mim:
Todos acertos,
alguns apelos,
e muitos apertos,
pelos quais passei:
Murros que dei,
e chutes também,
e o que levei,
logo de quem...
Ninguém sai ileso,
ou mesmo se esquiva,
dado estar preso,
quem quer que viva,
à grandes verdades:
Sofrer por amor,
errar por medida,
morrer de saudades,
são coisas que a vida...
escreve...
todos meus são...
Meus poemas,
minhas rimas,
minhas tremas,
abolidas...
Também o são:
Histórias,
sentidos,
memórias,
grunhidos...
E medos,
vividos,
em segredos,
escondidos...
Sim,
pertencem a mim:
Todos acertos,
alguns apelos,
e muitos apertos,
pelos quais passei:
Murros que dei,
e chutes também,
e o que levei,
logo de quem...
Ninguém sai ileso,
ou mesmo se esquiva,
dado estar preso,
quem quer que viva,
à grandes verdades:
Sofrer por amor,
errar por medida,
morrer de saudades,
são coisas que a vida...
escreve...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Arte
Suas auguras,
minhas mulheres,
então nossas juras,
cheias de afagos...
Minhas pinturas,
e nossos desejos,
belas ranhuras,
nos azulejos...
Tudo lembra arte...
Tintas, brochuras,
e bons amassos,
certas posturas,
alguns embaraços...
Tolas usuras...
Meus descompassos,
beiram loucuras:
Sigo teus passos,
por ruas escuras...
Por onde não andas...
Pelas quais não... Figuras!
minhas mulheres,
então nossas juras,
cheias de afagos...
Minhas pinturas,
e nossos desejos,
belas ranhuras,
nos azulejos...
Tudo lembra arte...
Tintas, brochuras,
e bons amassos,
certas posturas,
alguns embaraços...
Tolas usuras...
Meus descompassos,
beiram loucuras:
Sigo teus passos,
por ruas escuras...
Por onde não andas...
Pelas quais não... Figuras!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Estocástico
Dado que A ocorreu,
(e o pobre Zé Morreu),
e dado que o Zé não sou eu,
fustigar o tempo que falta...
variável aleatória e peralta,
de um processo estocástico,
que eu não controlo,
ou processo de Pois(s)on,
independente e distribuído identicamente,
o tempo restante é uma variável aleatória,
(e sem memória)
não depende do quanto vivemos,
o tempo que inda temos...
Poisson para os saltos,
amplitudes variam, para cima e baixo,
como Poisson composta,
na roleta da existência,
cada aposta,
esperança desconhecida, e função não conhecida,
de probabilidade cumulativa,
para o tempo que resta de vida...
E um dia, o 1 chega...
(e o pobre Zé Morreu),
e dado que o Zé não sou eu,
fustigar o tempo que falta...
variável aleatória e peralta,
de um processo estocástico,
que eu não controlo,
ou processo de Pois(s)on,
independente e distribuído identicamente,
o tempo restante é uma variável aleatória,
(e sem memória)
não depende do quanto vivemos,
o tempo que inda temos...
Poisson para os saltos,
amplitudes variam, para cima e baixo,
como Poisson composta,
na roleta da existência,
cada aposta,
esperança desconhecida, e função não conhecida,
de probabilidade cumulativa,
para o tempo que resta de vida...
E um dia, o 1 chega...
Marcadores:
Coisas,
Contemporâneo,
Cotidiano,
Morte,
Vida
sábado, 14 de agosto de 2010
Sinceridade
Num mundo tão descartável,
com tantos valores perdidos,
sobra a lembrança afável,
de dias melhores vividos...
De canto, quase esquecidos,
tal qual uma roupa surrada,
sentimentos que davam sentido,
ao respirar de quem foi vivo,
e nunca serviu de manada,
quem da razão sempre fez crivo:
Perdeu-se a sinceridade,
nas artes, atos, palavras:
Não se lavram mais as verdades,
que a vaidade humana entrava...
...visando opulência e riqueza,
em detrimento de decência e firmeza,
de caráter, justiça e verdade,
mataram a dama mais bela:
Enterraram a sinceridade.
com tantos valores perdidos,
sobra a lembrança afável,
de dias melhores vividos...
De canto, quase esquecidos,
tal qual uma roupa surrada,
sentimentos que davam sentido,
ao respirar de quem foi vivo,
e nunca serviu de manada,
quem da razão sempre fez crivo:
Perdeu-se a sinceridade,
nas artes, atos, palavras:
Não se lavram mais as verdades,
que a vaidade humana entrava...
...visando opulência e riqueza,
em detrimento de decência e firmeza,
de caráter, justiça e verdade,
mataram a dama mais bela:
Enterraram a sinceridade.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Como a vida é simples...
Engraçado como a tristeza,
se esvai com um verso ou dois:
Basta deixar de moleza,
escrever agora, e pensar depois!
se esvai com um verso ou dois:
Basta deixar de moleza,
escrever agora, e pensar depois!
Marcadores:
Coisas,
Contemporâneo,
Cotidiano,
Felicidade,
Tristeza,
Vida
À alma morta
O apreço que guardo
por silêncio e reserva,
preserva o que é nato,
e amplia o que enerva...
A cada percalço no verso,
perverso se sente o poeta:
Não poder escrever o universo,
da tristeza da alma discreta...
Maldita ideia funesta,
evitar a honesta empresa,
de deixar sair o que sente...
Ao mundo então, tão somente,
dado que ninguém se importa,
as migalhas da mente doente,
do poeta da alma morta...
por silêncio e reserva,
preserva o que é nato,
e amplia o que enerva...
A cada percalço no verso,
perverso se sente o poeta:
Não poder escrever o universo,
da tristeza da alma discreta...
Maldita ideia funesta,
evitar a honesta empresa,
de deixar sair o que sente...
Ao mundo então, tão somente,
dado que ninguém se importa,
as migalhas da mente doente,
do poeta da alma morta...
Marcadores:
Coisas,
Contemporâneo,
Cotidiano,
Tristeza
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Funeral à céu aberto
O centro quase parou,
muitos vieram pra ver,
a vida que então cessou,
embaixo de um carro vermelho.
muitos vieram pra ver,
a vida que então cessou,
embaixo de um carro vermelho.
-
Alguns viram das calçadas,
outros, nem ver quiseram,
uns amontoaram-se às sacadas,
e mais pessoas vieram.
outros, nem ver quiseram,
uns amontoaram-se às sacadas,
e mais pessoas vieram.
-
Ambulâncias então chegaram,
o trânsito foi desviado,
e homens da lei cercaram,
malogrado carro vermelho!
o trânsito foi desviado,
e homens da lei cercaram,
malogrado carro vermelho!
-
Levaram o corpo sem vida,
restante, apenas matéria,
a alma portanto exaurida,
seguiu em jornada etérea.
restante, apenas matéria,
a alma portanto exaurida,
seguiu em jornada etérea.
-
O guincho com o carro partiu,
mas há vermelho no chão,
da vida que se extinguiu,
de um filho, pai, ou irmão,
mas há vermelho no chão,
da vida que se extinguiu,
de um filho, pai, ou irmão,
-
d'algum outro qualquer,
que chance teve, sequer,
do que narra o desconhecido,
estar por perto pra ver:
que chance teve, sequer,
do que narra o desconhecido,
estar por perto pra ver:
-
Seu ente amado e querido,
embaixo de um carro... morrer...
embaixo de um carro... morrer...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Pensamento número um:
Você será feliz quando não precisar ser aceito.
E livre quando não precisar ser compreendido.
E livre quando não precisar ser compreendido.
Marcadores:
Coisas,
Contemporâneo,
Cotidiano,
Felicidade,
Vida
domingo, 11 de julho de 2010
A pena
O sono não veio,
já cedo, tão tarde...
A noite, ao meio,
e a pena, covarde!
já cedo, tão tarde...
A noite, ao meio,
e a pena, covarde!
Assinar:
Postagens (Atom)