Sangra, rio.
Sangra cor de cobre,
sangra ferro, sangra bauxita,
sangra tanto que ninguém acredita,
sangra e cobre casa e gente e bicho,
e mato.
Mata, rio,
mata o que vive e o que rasteja,
e a mata, e o que nada, e o que quer que seja,
que esteja no caminho da barragem,
mata a mata e mata a paisagem,
e deixa essa imagem assim,
embarrada, desolada e morta,
vontade torta nesse metal vileza,
tristeza que cavalga o leito,
pelo vil metal, esse deus eleito,
torto deus que nada Vale.
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sábado, 5 de dezembro de 2015
Nada Vale
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Maya
Maya me leva à praia
e Maya me mostra o mar
E o mar é tão belo e falso
como Maya que o fez vibrar
Meu sentir que sinto ou temo
é o sentir que me faz pulsar
meu sentir é tão falso e pleno
quanto Maya que fez o mar.
e Maya me mostra o mar
E o mar é tão belo e falso
como Maya que o fez vibrar
Meu sentir que sinto ou temo
é o sentir que me faz pulsar
meu sentir é tão falso e pleno
quanto Maya que fez o mar.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Fênix
À esquerda a noite emprestou,
ao mar, antes azul, um cinza chumbo.
E à direita, o entardecer trouxe ao
céu,
todos os laranjas do mundo!
E eis a paisagem que fez de mim,
De novo aquele quem versa...
E juro que pensei em ti,
quando surgiu a primeira estrela...
Aracaju,
10/2013.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
o gosto da chuva
gosto dos dias e dos ventos dos dias de
chuva
tem tanta coisa
num dia de chuva
que é preciso mais
de um dia pra sentir...
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