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terça-feira, 12 de agosto de 2014

gozTei desse

ENgraçado comoparecem
gOzar e ghostar

fantasmaghorica-mente

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Poema sem nome

tenho todo o espaço
e o tempo inteiro
sou luz sem vela
nau sem timoneiro

destino sem causa
pensamento sem freio
cometa sem cauda
estampido sem meio

sou meio de mim
e no fim, recomeço
não vivo nem morro:
aconteço.

sábado, 19 de maio de 2012

A rua


Meu passado não pertence a mim
já não sou eu naquelas fotos
empoeiradas nas gavetas

Voltei para ver a velha rua
mas tudo mudou tanto
caiaram as casas
podaram as árvores
a figueira cresceu
e abraçou a calçada e o asfalto.

Mas as pessoas rumaram
outras vidas, outros ares, lugares
só a velha rua ficou
inerte, para contar a história
que já não pertence a ninguém.

domingo, 24 de abril de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vento-Verso

tem vezes que me entendo
como um dia de inverno
e me prendo olhando o céu

pois sou eu naquelas palavras
atrás das nuvens nubladas
de um dia escuro e cinza

e faço de minhas moradas
todas as horas fadadas
a pintar na folha a paisagem

e nelas também me escondo
de mim que sou negras nuvens
e tempo.

Mas uso preto no branco
caneta e papel e tinteiro
nunca pincel ou ditos ou guache...

E para cada porção de segundos
dissipando uma nuvem distante
me escondo por horas, errante
até que um verso-vento me descubra
e eu enfim me ache.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Habite-se

O mundo que habito,
por vezes, sem cor,
noutras, bonito,

Tem peso de ar,
e cheiro de vento...

E feito do que invento,
nada tem de constrito,
é ilimitado, infinito,
feito do que imagino...

O mundo que frequento,
é mundo do aprendiz,
feliz poeta, Desatino!

Tão sem fronteiras,
eiras ou beiras,
um mundo irrestrito!

Sem mentira ou verdade,
e nada de tiranias,
e sim gosto de liberdade!

Feito de fantasia,
sem traumas ou apatias,
n'alma está recluso,
esse mundo tão confuso...

Minha droga mais querida,
minha fuga preferida,
disso tudo, anestesia,
é decerto esse meu mundo,
conhecido por Poesia...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pensamento número dois

É paradoxal a busca incessante pelo prazer de uma aspiração atingida.

Geralmente o prazer é bem menor do que parecia no início do caminho.

sábado, 25 de setembro de 2010

Meus poemas

Sim, todos são meus,
todos meus são...

Meus poemas,
minhas rimas,
minhas tremas,
abolidas...

Também o são:
Histórias,
sentidos,
memórias,
grunhidos...

E medos,
vividos,
em segredos,
escondidos...

Sim,
pertencem a mim:
Todos acertos,
alguns apelos,
e muitos apertos,
pelos quais passei:

Murros que dei,
e chutes também,
e o que levei,
logo de quem...

Ninguém sai ileso,
ou mesmo se esquiva,
dado estar preso,
quem quer que viva,
à grandes verdades:

Sofrer por amor,
errar por medida,
morrer de saudades,
são coisas que a vida...

escreve...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estocástico

Dado que A ocorreu,
(e o pobre Zé Morreu),
e dado que o Zé não sou eu,
fustigar o tempo que falta...
variável aleatória e peralta,
de um processo estocástico,
que eu não controlo,
ou processo de Pois(s)on,
independente e distribuído identicamente,
o tempo restante é uma variável aleatória,
(e sem memória)
não depende do quanto vivemos,
o tempo que inda temos...

Poisson para os saltos,
amplitudes variam, para cima e baixo,
como Poisson composta,
na roleta da existência,
cada aposta,
esperança desconhecida, e função não conhecida,
de probabilidade cumulativa,
para o tempo que resta de vida...

E um dia, o 1 chega...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Como a vida é simples...

Engraçado como a tristeza,
se esvai com um verso ou dois:
Basta deixar de moleza,
escrever agora, e pensar depois!

À alma morta

O apreço que guardo
por silêncio e reserva,
preserva o que é nato,
e amplia o que enerva...

A cada percalço no verso,
perverso se sente o poeta:
Não poder escrever o universo,
da tristeza da alma discreta...

Maldita ideia funesta,
evitar a honesta empresa,
de deixar sair o que sente...

Ao mundo então, tão somente,
dado que ninguém se importa,
as migalhas da mente doente,
do poeta da alma morta...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

D'Algumas pessoas...

parparlhar de folhas de chumbo,
arrulhar de um mundo de pombos,
sons de grunhidos ao fundo,
emanam de todos escombros...

resquícios d'alguma moral,
que assombram os pesadelos,
daqueles que para o mal,
ousaram guiar os apelos...

para tais ainda restam,
as noites mal dormidas,
que verdades pra si contestam...

e pálpebras escurecidas,
que dores na consciência...
...atestam.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pensamento número um:

Você será feliz quando não precisar ser aceito.

E livre quando não precisar ser compreendido.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Monopólio

É envolvente,
o vil metal!
Torpe e demente
o jogo flui...

O oponente,
sem clemência,
o jogar,
o destitui;

Da falência,
resta o espólio...
Triste jogo,
o Monopólio!