Entre o são e o insano,
tons de cinza
acordaram a metrópole.
Minha pressa e teu caos,
gêmeos de um delírio só,
como a luz dos teus olhos,
partiram,
pra ganhar o nada.
Era só um dia comum,
pra ser gasto feito esmola
que a vida cobra.
Na tarde arrastada,
teve o tempo morte alada
e costumeira:
Sem rastros ou sentido.
E o cair da noite
trouxe consigo
um convite e uma dor,
plenos de significado:
Aquele horizonte,
vermelho,
era todo a ausência de ti,
feito uma sangria n'alma.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Coletivos de mim (poema coletivo)
*O poema abaixo foi feito por muitas mãos. As pessoas estavam em um bate-papo, e foram dizendo as frases e juntamos. O tema inicial era "Falta".
Lá fora é lua crescente,
e a tela é só tua ausência,
e se a tela me olha, nem estranho,
não te ver me levar à demência!
Tua falta me arde e me rasga,
essa dor que é saudade, e corrói,
se eu soubesse que amar tanto dói,
gritaria essa dor que me engasga!
Sozinha eu escuto o marulho,
desses nós de dentro mim,
como pôde o dizer do teu nome,
tão amado principiar o meu fim?
Se eu desejo apenas teu riso,
e nesse querer sempre me deparo,
é por ser caro esse amor que preciso,
e aos sete ventos por ti declaro!
Se sigo te querendo, e sou incompleto,
feito uma lástima num dia esquecida,
tenho o direito de fugir do teu tão perto,
pra não me ver num manicômio, enlouquecida!
Lá fora é lua crescente,
e a tela é só tua ausência,
e se a tela me olha, nem estranho,
não te ver me levar à demência!
Tua falta me arde e me rasga,
essa dor que é saudade, e corrói,
se eu soubesse que amar tanto dói,
gritaria essa dor que me engasga!
Sozinha eu escuto o marulho,
desses nós de dentro mim,
como pôde o dizer do teu nome,
tão amado principiar o meu fim?
Se eu desejo apenas teu riso,
e nesse querer sempre me deparo,
é por ser caro esse amor que preciso,
e aos sete ventos por ti declaro!
Se sigo te querendo, e sou incompleto,
feito uma lástima num dia esquecida,
tenho o direito de fugir do teu tão perto,
pra não me ver num manicômio, enlouquecida!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Paragens
Pedi ao vento que trouxesse amor,
e ele fez de mim poesia,
preu buscar o amor noutras paragens,
mas tudo o que via eram tuas imagens,
preu buscar o amor noutras paragens,
mas tudo o que via eram tuas imagens,
nessas damas que encontrei pelo caminho,
e minuano frio, segui sozinho,
e minha mente confusa pra mim mentia,
pois se eram as tuas imagens o que eu via,
sentia não amor, mas sim saudade,
falta e dor que só por maldade,
covarde em meu peito se instala e abriga,
me entala e maltrata e minha alma fustiga,
buscar-te nas outras, cidade em cidade.
domingo, 24 de janeiro de 2016
Baú
Pedi à lembrança um sorriso teu,
e ela me fez feliz:
Quis do tempo que parasse neste instante.
Não havia mais o que ver ou sentir:
Teu sorriso basta.
Não há mais mistério que importe,
não há mais Norte a seguir,
nem morte a temer,
pois teu riso, teu riso é a razão de haver,
átomos e ondas, matéria e energia:
Teu riso é cria e razão de ser do Universo.
domingo, 7 de junho de 2015
Verdes Verdades
Se é a Verdade
o encontro dos olhos
com o tempo e o espaço,
E se eu pudesse
escolher uma Verdade,
escolheria a Verdade
do verde dos teus olhos
por ser aquela que agrada aos meus.
Do que vivi do amor.
Se estiveres feliz, estarei feliz:
Não deixei de te amar por um segundo.
E te amei mais quando parti.
Parti de ti, e parti teu coração,
mas de mim parti a alma em duas.
E ainda dói.
Dói quando tens raiva de mim,
e eu o sinto, e eu o sei porque
queimam meu estômago,
e entre meus olhos.
Mas essa dor é menor
que a dor de te fazer triste.
Há quem precise voar: Parti e voasses.
Hoje não tenho teu encanto nem teu beijo,
mas vejo teu sorriso e ele é mais belo
que qualquer canto ou beijo poderia ser:
Mais belo que um balão rosa no céu,
e mais belo que o amarelouro do sol.
Quando vejo o verde mar de Maceió,
lembro dos teus olhos e penso
o quanto não devem brilhar
por veres as cores do mundo.
Isso faz de mim Pleno.
(Escrito em 2013 e terminado em 2014. Já não sinto mais isso, mas ficou bonito e achei que deveria publicar.)
Não deixei de te amar por um segundo.
E te amei mais quando parti.
Parti de ti, e parti teu coração,
mas de mim parti a alma em duas.
E ainda dói.
Dói quando tens raiva de mim,
e eu o sinto, e eu o sei porque
queimam meu estômago,
e entre meus olhos.
Mas essa dor é menor
que a dor de te fazer triste.
Há quem precise voar: Parti e voasses.
Hoje não tenho teu encanto nem teu beijo,
mas vejo teu sorriso e ele é mais belo
que qualquer canto ou beijo poderia ser:
Mais belo que um balão rosa no céu,
e mais belo que o amarelouro do sol.
Quando vejo o verde mar de Maceió,
lembro dos teus olhos e penso
o quanto não devem brilhar
por veres as cores do mundo.
Isso faz de mim Pleno.
(Escrito em 2013 e terminado em 2014. Já não sinto mais isso, mas ficou bonito e achei que deveria publicar.)
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Brevidades
Seja breve o vento que te traga,
e morno o beijo que te anuncia.
E queime em mim o calor que apaga,
saudade que é chaga, e me angustia.
e morno o beijo que te anuncia.
E queime em mim o calor que apaga,
saudade que é chaga, e me angustia.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Afago
Meu pensamento suprimiu o espaço
cavalgou o etéreo e te encontrou,
em meio a um sonho meu!
E eram flores que vinham de ti
coloridas e perfumadas e em profusão
E senti o sentir de um afago teu:
Um arrepio do início ao fim d'alma
seguido da paz de um Buda
em cada canto do meu espírito.
cavalgou o etéreo e te encontrou,
em meio a um sonho meu!
E eram flores que vinham de ti
coloridas e perfumadas e em profusão
E senti o sentir de um afago teu:
Um arrepio do início ao fim d'alma
seguido da paz de um Buda
em cada canto do meu espírito.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Für Elise
a despeito da multidão
alarido de rua e de tudo
turbilhão de gente e povo
te encontraria sem ver-te.
Lá estarei
feito vulto
olhando inerte
em vigília de teus passos
um voyeur de teus jeitos
em cada passeio por onde transitas
em viela qualquer do bairro que habitas
guardarei eu um de teus lados
e dele farei minha morada:
Da tua esquerda a alma penada,
serei eu até o fim de teus dias...
alarido de rua e de tudo
turbilhão de gente e povo
te encontraria sem ver-te.
Lá estarei
feito vulto
olhando inerte
em vigília de teus passos
um voyeur de teus jeitos
em cada passeio por onde transitas
em viela qualquer do bairro que habitas
guardarei eu um de teus lados
e dele farei minha morada:
Da tua esquerda a alma penada,
serei eu até o fim de teus dias...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O Viking
braços e remos
prumam...
estrela polar
horizonte escuro
destino incerto...
vento favor
proa no mar
remar sem cansar
rumar, rumar...
estalam, gemem
popa, proa e leme...
vela içada
seguir estrela
o Norte à frente
memória ingrata
saúda a dama
que em terra firme
aguarda a volta...
que volta?
Corpo indolente
traz para a luz
o vento que corta...
corta na carne
sem piedade
frio e infame
vento saudade!
o fim do mundo
nos aguarda
hordas sem fim
de bravos sem nome
em lanças-escudos...
e o fim de tudo
ao alcance das mãos,
num grito mudo...
Liberdade por fim!
um remar sem temer
num sangrar de saudades
da dama que abriga
o rebento que cresce...
prumam...
estrela polar
horizonte escuro
destino incerto...
vento favor
proa no mar
remar sem cansar
rumar, rumar...
estalam, gemem
popa, proa e leme...
vela içada
seguir estrela
o Norte à frente
memória ingrata
saúda a dama
que em terra firme
aguarda a volta...
que volta?
Corpo indolente
traz para a luz
o vento que corta...
corta na carne
sem piedade
frio e infame
vento saudade!
o fim do mundo
nos aguarda
hordas sem fim
de bravos sem nome
em lanças-escudos...
e o fim de tudo
ao alcance das mãos,
num grito mudo...
Liberdade por fim!
um remar sem temer
num sangrar de saudades
da dama que abriga
o rebento que cresce...
domingo, 30 de maio de 2010
Saudades de meu amor
Saudades de meu amor,
meu amor que sequer existe,
faz de mim alguém mais triste,
a cada dia que não vem.
Meu amor que então me tem,
pensando ao longo do dia,
o quanto bom seria,
uma carícia desse meu bem...
Não demores, meu amor,
estejas onde estiveres,
sejas você quem for,
mas traga quando vieres,
O carinho de que preciso,
o cafuné que tanto quero,
e alguma falta de juízo...
Isso é tudo que de ti espero...
meu amor que sequer existe,
faz de mim alguém mais triste,
a cada dia que não vem.
Meu amor que então me tem,
pensando ao longo do dia,
o quanto bom seria,
uma carícia desse meu bem...
Não demores, meu amor,
estejas onde estiveres,
sejas você quem for,
mas traga quando vieres,
O carinho de que preciso,
o cafuné que tanto quero,
e alguma falta de juízo...
Isso é tudo que de ti espero...
sábado, 8 de maio de 2010
This is what you did do to me!
I'm thinking in you,
but by now it's strange,
'cause things are being true,
and I don't wanna change...
This is my way,
here in my place,
I don't wanna play,
I'm just looking for peace...
But by now,
I don't know how,
you did do that:
You are in my mind,
and you turned me black...
I will give to these lines,
a piece of my blue,
that feelings that i get,
always I think in you.
but by now it's strange,
'cause things are being true,
and I don't wanna change...
This is my way,
here in my place,
I don't wanna play,
I'm just looking for peace...
But by now,
I don't know how,
you did do that:
You are in my mind,
and you turned me black...
I will give to these lines,
a piece of my blue,
that feelings that i get,
always I think in you.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Sorria
Então sorria.
Simples assim:
Mostres teus dentes,
sejas contente,
sorrias para mim!
Nem um pouco importa,
Se você está em cacos,
Pois em mim são parcos,
os sentimentos por ti.
Estampes um sorriso no rosto,
ocultes todo e qualquer desgosto,
Não importam teus sofrimentos,
não causam a mim tormento,
nem me deixam angustiado.
Como tudo que é passado,
o que sinto por nossa história,
é tão belo enquanto guardado,
N'algum canto da memória.
Simples assim:
Mostres teus dentes,
sejas contente,
sorrias para mim!
Nem um pouco importa,
Se você está em cacos,
Pois em mim são parcos,
os sentimentos por ti.
Estampes um sorriso no rosto,
ocultes todo e qualquer desgosto,
Não importam teus sofrimentos,
não causam a mim tormento,
nem me deixam angustiado.
Como tudo que é passado,
o que sinto por nossa história,
é tão belo enquanto guardado,
N'algum canto da memória.
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