palavras aladas
atadas por cordas,
saem, em hordas,
de dentro de mim,
contando que
palavras lavradas,
presas à terra,
enraízam quem erra,
dentro de mim,
doendo, porque
palavras mentidas,
mentira-esparrela,
chegaram-se dela
e armaram-se em mim,
preu cair, morto.
Mostrando postagens com marcador Desilusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desilusão. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 30 de março de 2016
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O Viking
braços e remos
prumam...
estrela polar
horizonte escuro
destino incerto...
vento favor
proa no mar
remar sem cansar
rumar, rumar...
estalam, gemem
popa, proa e leme...
vela içada
seguir estrela
o Norte à frente
memória ingrata
saúda a dama
que em terra firme
aguarda a volta...
que volta?
Corpo indolente
traz para a luz
o vento que corta...
corta na carne
sem piedade
frio e infame
vento saudade!
o fim do mundo
nos aguarda
hordas sem fim
de bravos sem nome
em lanças-escudos...
e o fim de tudo
ao alcance das mãos,
num grito mudo...
Liberdade por fim!
um remar sem temer
num sangrar de saudades
da dama que abriga
o rebento que cresce...
prumam...
estrela polar
horizonte escuro
destino incerto...
vento favor
proa no mar
remar sem cansar
rumar, rumar...
estalam, gemem
popa, proa e leme...
vela içada
seguir estrela
o Norte à frente
memória ingrata
saúda a dama
que em terra firme
aguarda a volta...
que volta?
Corpo indolente
traz para a luz
o vento que corta...
corta na carne
sem piedade
frio e infame
vento saudade!
o fim do mundo
nos aguarda
hordas sem fim
de bravos sem nome
em lanças-escudos...
e o fim de tudo
ao alcance das mãos,
num grito mudo...
Liberdade por fim!
um remar sem temer
num sangrar de saudades
da dama que abriga
o rebento que cresce...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Pensamento número dois
É paradoxal a busca incessante pelo prazer de uma aspiração atingida.
Geralmente o prazer é bem menor do que parecia no início do caminho.
Geralmente o prazer é bem menor do que parecia no início do caminho.
Marcadores:
Coisas,
Contemporâneo,
Desilusão,
Felicidade
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Garganta
Tudo vira verso:
Tanto falta,
quanto excesso...
O tempo remedia,
tanto o que dói,
quanto o que angustia...
De tudo a vida se encarrega:
tanto do que se aceita,
quanto do que se nega...
E acerca de tudo o poeta versa:
Naquilo que versa e expressa,
Mais daquilo que à garganta
Atravessa...
Tanto falta,
quanto excesso...
O tempo remedia,
tanto o que dói,
quanto o que angustia...
De tudo a vida se encarrega:
tanto do que se aceita,
quanto do que se nega...
E acerca de tudo o poeta versa:
Naquilo que versa e expressa,
Mais daquilo que à garganta
Atravessa...
A vida de um poeta
Dúvidas sempre cercam,
o pensar de escritor pesaroso:
É sabido que afetos afetam,
seu cunhar mais meritoso...
O poeta não é instrumento,
nem sua pena à qualquer outro serve:
É fruto de seu próprio tormento,
ou de algo que o enerve...
Um poeta nunca é breve,
(o que é breve não é fecundo)
e um poeta só sente-se leve,
ao tratar de algo profundo...
Enquanto usa de enxada,
as suas maiores astúcias,
revolve como toada,
o arado de suas angústias...
E tira mais que proveito,
ao buscar seu entendimento:
Por vezes algum deleito,
nesse ou naquele tormento...
Tal labuta laboriosa,
o tempo de toda essa lida,
dessa lida astuta e formosa,
é o tempo de uma vida:
Uma vida em verso e prosa.
o pensar de escritor pesaroso:
É sabido que afetos afetam,
seu cunhar mais meritoso...
O poeta não é instrumento,
nem sua pena à qualquer outro serve:
É fruto de seu próprio tormento,
ou de algo que o enerve...
Um poeta nunca é breve,
(o que é breve não é fecundo)
e um poeta só sente-se leve,
ao tratar de algo profundo...
Enquanto usa de enxada,
as suas maiores astúcias,
revolve como toada,
o arado de suas angústias...
E tira mais que proveito,
ao buscar seu entendimento:
Por vezes algum deleito,
nesse ou naquele tormento...
Tal labuta laboriosa,
o tempo de toda essa lida,
dessa lida astuta e formosa,
é o tempo de uma vida:
Uma vida em verso e prosa.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Viver no futuro não é viver
Viver no futuro,
ignorar o agora,
é tiro no escuro,
cultivar a demora...
...ou ficar sobre o muro...
Deixarei-te ir,
indecisão, não tolero!
Podes portanto, partir:
Teu retorno,
não mais espero...
...ou mesmo quero...
O que terás de mim?
Sempre descrença!
E um naco assim,
de indiferença!
Não há indeciso,
ou procrastinador*,
que algo mereça,
de minha querença...
...ou de meu amor...
ignorar o agora,
é tiro no escuro,
cultivar a demora...
...ou ficar sobre o muro...
Deixarei-te ir,
indecisão, não tolero!
Podes portanto, partir:
Teu retorno,
não mais espero...
...ou mesmo quero...
O que terás de mim?
Sempre descrença!
E um naco assim,
de indiferença!
Não há indeciso,
ou procrastinador*,
que algo mereça,
de minha querença...
...ou de meu amor...
Marcadores:
Desilusão,
Indiferença,
Ira,
Paixão,
Tempo
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Motivação
Mas o que forja o poeta?
Questão primaz esta,
a ser portanto respondida:
Um tanto quanto de desmedida,
paixão não correspondida...
E alguma ausência de sorte,
numa experiência de quase morte...
E uma inquietude doída,
que remédio algum ameniza,
tal qual aberta ferida,
que o tempo não cicatriza:
Sobretudo, desconhecimento:
É decerto questão futura,
para além do firmamento.
Sobra então manter postura,
e abstrair-se do tormento,
inflar alguma vela,
e deixar-se ir ao vento.
Na vida não há manual,
que dirá então previsão,
distância entre bem e mal,
ou espaço para revisão.
Que venha então o vento,
pois as velas estão infladas.
Questão primaz esta,
a ser portanto respondida:
Um tanto quanto de desmedida,
paixão não correspondida...
E alguma ausência de sorte,
numa experiência de quase morte...
E uma inquietude doída,
que remédio algum ameniza,
tal qual aberta ferida,
que o tempo não cicatriza:
Sobretudo, desconhecimento:
É decerto questão futura,
para além do firmamento.
Sobra então manter postura,
e abstrair-se do tormento,
inflar alguma vela,
e deixar-se ir ao vento.
Na vida não há manual,
que dirá então previsão,
distância entre bem e mal,
ou espaço para revisão.
Que venha então o vento,
pois as velas estão infladas.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Descarte
Talvez para mal,
quiçá para bem,
agora os tem...
Que sejam diminutos,
os cinco desesperados,
torpes e débeis,
por certo inférteis,
tais cinco minutos...
Desfrute tal tempo,
no vão intento,
que julgas arte:
Faça seu juramento.
Juro minha parte,
pelo Santo Firmamento:
Tudo que disseres,
Destino terá: Descarte.
quiçá para bem,
agora os tem...
Que sejam diminutos,
os cinco desesperados,
torpes e débeis,
por certo inférteis,
tais cinco minutos...
Desfrute tal tempo,
no vão intento,
que julgas arte:
Faça seu juramento.
Juro minha parte,
pelo Santo Firmamento:
Tudo que disseres,
Destino terá: Descarte.
Só se quiseres
Se achares que tens de voltar, volte
se pensares ser melhor me deixar, solte
as amarras, as cordas e os medos
esqueça os segredos, as bocas e caras...
E vá.
Mas se queres voltar, saibas
que embora a saudade de ti
em meu peito já não caiba,
sobra a desilusão que vivi
certo rancor, e alguma mágoa...
Se queres mesmo voltar,
não penses apenas aportar,
não venhas por vir: demores!
Não chegues a passeio,
pois muito anseio, que ancores.
se pensares ser melhor me deixar, solte
as amarras, as cordas e os medos
esqueça os segredos, as bocas e caras...
E vá.
Mas se queres voltar, saibas
que embora a saudade de ti
em meu peito já não caiba,
sobra a desilusão que vivi
certo rancor, e alguma mágoa...
Se queres mesmo voltar,
não penses apenas aportar,
não venhas por vir: demores!
Não chegues a passeio,
pois muito anseio, que ancores.
Assinar:
Postagens (Atom)